quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Criatura estranha encontrada em lago intriga moradores de cidade no Panamá

'ET' foi morto por adolescentes entre 14 e 16 anos em Cerro Azul.
Pesquisadores investigam criatura, não catalogada como animal.

Do G1, em São Paulo

Uma estranha criatura intriga a população de uma cidade do Panamá. Morto por quatro adolescentes em um lago de Cerro Azul, o ser não identificado é apontado como extraterrestre, mas pode ser apenas um animal ainda não catalogado pelos biólogos ou com problemas de formação.


Segundo jornais panamenhos, quatro adolescentes entre 14 e 16 anos estavam em torno do lago, no sábado (12), quando viram uma criatura bizarra saindo de uma gruta. Assustados com sua aparência e com medo de serem atacados, os jovens atiraram pedras até matá-la e a jogaram na água.

Foto: Reprodução/Telemetro

Pesquisador diz que características da criatura são 'muito peculiares'. (Foto: Reprodução/Telemetro.com)

A notícia logo se espalhou pela cidade. Retirada do lago, a criatura foi apontada como um ET por moradores da região e pela imprensa local. Outros a descreveram como o personagem "Gollum", da trilogia "O senhor dos anéis".

Ouvido pela rede de jornalismo Telemetro, o especialista em vida silvestre do órgão nacional de meio ambiente Melquiades Ramos disse que o caso está sendo investigado e que as características da criatura são "muito peculiares".

Nesta terça-feira (15), foi encontrado no local um animal sem cabeça, que seria um bicho-preguiça. Ainda não se sabe se há alguma relação com o caso do ser encontrado no fim de semana.

sábado, 12 de setembro de 2009

Ecossistemas do Ártico são gravemente afetados pelo aquecimento, diz estudo

Populações de certas espécies estão se alterando na região.
Desequilíbrio de ciclo nutricional afeta sobrevivência.

Do G1, em São Paulo

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Foto: Universidade Estadual da Pensilvânia/Science

Aquecimento no Ártico foi duas a três vezes maior que a média global. (Foto: Universidade Estadual da Pensilvânia/Science)

A temperatura média da superfície terrestre subiu 0,4°C nos últimos 150 anos. Mas no Ártico o aquecimento foi duas a três vezes maior. Nas últimas duas a três décadas, a extensão mínima da calota de gelo sobre o mar ártico recuou 45 mil quilômetros quadrados por ano. Evidentemente, isso não pode ocorrer sem consequências. Pesquisadores liderados por Eric Post, do departamento de biologia da Universidade Estadual da Pensilvânia, publicaram na “Science” um balanço dos impactos do efeito estufa sobre ecossistemas do Polo Norte.

Reprodução/Reprodução

Eric Post

As espécies mais afetadas são aquelas que dependem do gelo para obter provisões, reproduzir-se e para escapar de predadores. Estão nessa situação incômoda a foca-de-crista ou foca-de-capuz (Cystophora cristata), a foca anelada (Pusa hispida), a morsa do Pacífico (Odobenus rosmarus divergens), o narval ou unicórnio-do-mar (Monodon monoceros) e o urso polar.

Mas há muitos outros sinais de desarranjo. Por exemplo: a população de raposas-do-Ártico (Alopex lagopus) está declinando em certas áreas, enquanto cresce a de raposas-vermelhas (Vulpes vulpes). Em algumas regiões da Groenlândia, o princípio da temporada de crescimento de vegetação foi antecipado, enquanto o período de procriação das renas (Rangifer tarandus) continua como sempre foi. O auge de oferta de alimento acontece agora antes do pico de demanda das fêmeas prenhes. Quando elas mais precisam, a comida já está escasseando. O resultado disso é um desequilíbrio de ciclo nutricional que está reduzindo o número das crias e abreviando seu tempo de vida.

Science/Science

Efeito estufa altera ciclo nutricional e está prejudicando a reprodução de renas. (Foto: Universidade Estadual da Pensilvânia/Science)

Essas alterações aceleradas que estão sacudindo o Ártico, todas vinculadas ao clima, podem ser um indício de mudanças prestes a ocorrer em latitudes mais baixas, avisa a equipe de Post

Ayahuasca

Olá amigos,

Hoje vai ter um encontro xamanico em Cruzeiro, nunca fui lá mas estou ansioso para ver como é o lugar.
Pretendo encontrar meu amigo de novo. Eia
A ayahuasca é um atalho para aqueles que não tem a oportunidade de conhecer e aprender com um xamã. Aprendem consigo mesmo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Manipulação Genética

Cientistas transplantam genoma em novo 'passo' rumo à criação de vida sintética

A descoberta pode ser útil na busca de energias alternativas.

Cientistas americanos dizem estar mais próximos de criar uma célula sintética após anunciarem a criação de um novo tipo de bactéria a partir de um genoma modificado.

A equipe comandada pelo cientista J. Craig Venter, conhecido expoente no campo da biologia sintética, transferiu o genoma de uma bactéria para uma célula de levedura, modificou o genoma e em seguida o transferiu para uma outra bactéria.

No estudo, publicado na edição mais recente da revista científica Science, os pesquisadores do J.Craig Venter Institute afirmam que a transferência de um genoma fabricado pelo homem para uma célula de bactéria abre caminho para a criação de um organismo sintético.

Segundo os cientistas, o transplante de um genoma sintético para uma célula de bactéria pode resultar na criação de bactérias programadas para desempenhar funções específicas - como digerir material biológico para a produção de combustível.

Rejeição

"Nos preocupávamos que as diferenças entre o DNA da bactéria e o DNA da levedura seriam uma barreira intransponível, impedindo a transposição dos genomas", afirmou à BBC o cientista Sanjay Vashee, um dos autores do estudo.

"Mas agora sabemos como fazer isso", disse ele.

Segundo Vashee, as bactérias possuem um sistema imunológico que as protege de DNA alheios, como os materiais genéticos de vírus.

A equipe conseguiu bloquear esse sistema imunológico, formado por proteínas chamadas de enzimas de restrição, que atacam pontos específicas do DNA invasor.

As bactérias são capazes de defender seus próprios genomas desse processo ao anexar compostos químicos - conhecidos como grupos metílicos - aos pontos em que as enzimas atacam.

Na pesquisa, os cientistas modificaram o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides quando este ainda estava dentro da célula de levedura. Em seguida, eles desativaram a ação das enzimas de restrição usando compostos metílicos, antes de transplantar o genoma para outra bactéria.

De acordo com Vashee, o experimento é um avanço significativo nos esforços para criar uma célula sintética.

Os esforços no campo da biologia sintética com o objetivo de criar vida artificial, entretanto, são polêmicos.

Críticos na comunidade científica temem que a tecnologia ligada à modificação genética de organismos possa cair em mãos erradas.

Segundo Vashee, no entanto, a equipe de Venter "trabalha com bioeticistas e com setores da opinião pública para incentivar a discussão e a compreensão sobre as implicações sociais do trabalho do grupo e da área de genomas sintéticos".

Estudo sugere que todos os humanos 'são mutantes'

Feto

Cada humano carrega pelo menos 100 mutações genéticas

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.

A pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica Current Biology, conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomos “Y” de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.

Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.

Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.

Busca

Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia – um distúrbio na coagulação do sangue.

Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.

Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.

Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.

“A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos”, disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.

“Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro”, afirmou o cientista.

O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.

Segundo ele, “as notícias são animadoras”.

“Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente”, afirmou o cientista.

Adaptação às mudanças climáticas vai custar até 3 vezes mais, diz relatório

Tempestade

O estudo recomenda uma revisão dos custos de adaptação na área de água

Um relatório divulgado nesta quinta-feira em Londres afirma que os custos de adaptar o planeta às mudanças climáticas provavelmente serão duas a três vezes mais altos que os previstos pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) em 2007.

O estudo acadêmico realizado pelo Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED, na sigla em inglês) e coordenado pelo professor Martin Parry, da universidade britânica Imperial College London, acrescenta que o custo total pode subir muito mais se forem levados em conta os impactos de outras atividades humanas.

Em 2007, a convenção da ONU sobre clima estimou o custo de adaptação à mudança climática no ano 2030 entre US$ 49 bilhões e US$ 171 bilhões por ano. Bem mais que a metade desse valor teria de ser aplicado em países em desenvolvimento.

No entanto, os cientistas reunidos pelas Nações Unidas não levaram em conta setores como energia, indústria, comércio, mineração e turismo. Além disso, outros setores incluídos teriam sido apenas "parcialmente cobertos" nos cálculos de 2007.

"Só avaliando detalhadamente os setores estudados pela UNFCCC, estimamos os custos de adaptação entre duas e três vezes mais altos. E se forem incluídos setores que a UNFCCC deixou de fora, o custo verdadeiro é muito maior", afirmou Parry, copresidente do grupo do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), que avaliou estudos sobre impactos, vulnerabilidade e adaptação entre 2002 e 2008.

Copenhague

O "preço da adaptação" é um dos principais pontos usados para nortear as negociações internacionais sobre mudança climática. Analistas acreditam que essa seja uma das maiores dificuldades às vésperas da reunião da ONU sobre o assunto em Copenhague, em dezembro.

Na reunião na Dinamarca, será discutido um novo tratado internacional para substituir o Protocolo de Kyoto, que estabelece limites às emissões de gases do efeito estufa e que expira em 2012.

“As finanças são a chave para um acordo, mas se os governos estiverem trabalhando com números errados, podemos acabar com um acordo falso que não vai cobrir os custos de adaptação", afirmou a diretora do IIED, Camilla Toulmin,

Para chegar à nova estimativa, o grupo de 11 estudiosos avaliou também outros relatórios, não apenas o levantamento da UNFCCC.

As principais áreas examinadas por estes documentos são agricultura, silvicultura, pesca, água, saúde humana, zonas costeiras, infraestrutura e ecossistemas.

Os estudiosos chegaram à conclusão de que entre os fatores que contribuíram para que a estimativa da ONU ficasse abaixo do que consideram realista está a metodologia para calcular os impactos das mudanças climáticas sobre zonas costeiras e abastecimento d'água em 2030.

Segundo o estudo do IIED, as consequências podem ser bem mais drásticas que o previsto pela convenção, porque já nas próximas décadas os impactos podem ser muito mais graves.

Mau tempo

Desde 2007, boa parte da literatura científica indica que o nível dos oceanos está subindo mais rapidamente do que se acreditava, o que levou os cientistas a triplicarem o investimento em adaptação em zonas costeiras, incluindo ainda uma maior incidência de tempestades, deixada de fora do relatório de 2007.

A infraestrutura é outro ponto considerado muito subvalorizado. O novo estudo afirma que ainda são necessário investimentos para que regiões pobres sejam capazes de reduzir o atual déficit de infraestrutura, antes mesmo de investimentos em adaptação para reduzir a vulnerabilidade à mudança climática.

Com tudo isso, os custos especificamente para adaptação de infraestrutura podem ficar até oito vezes acima dos US$ 130 bilhões orçados (como teto) pela UNFCCC.

Na área de saúde, a estimativa da convenção da ONU é de que sejam necessários US$ 5 bilhões por ano, mas só leva em conta as doenças malária, diarreia e desnutrição.

Segundo os estudiosos coordenados por Martin Parry, isso só cobriria entre 30% e 50% do necessário para adaptação na área de saúde.

Na área de água, a ONU excluiu o custo em adaptação a enchentes e de transferência de água entre países vizinhos. Com isso, o custo ficou em US$ 11 bilhões, "substancialmente" abaixo do que pode ser necessário, segundo o novo relatório.

Por último, os especialistas também sugerem a inclusão da adaptação de ecossistemas aos cálculos de custo. Como isso não entrou no relatório da UNFCCC, a equipe de Martin Parry estima que sejam necessários mais US$ 350 bilhões por ano para adaptar tanto áreas protegidas quanto não protegidas.



Ressonância de Schumann: Quando o holismo se tornou reducionista

1. Ressonâncias de Boff

Recebi há alguns dias um texto de Leonardo Boff a respeito de uma tal de Ressonância de Schumann. O texto fora publicado originalmente no Jornal do Brasil, em 05/mar/2004. Confesso que até então nunca havia ouvido nada sobre esta tal ressonância, mas Boff a apresentava como uma daquelas panacéias magníficas capaz de explicar os mais variados fenômenos naturais e sociais. O suficiente para despertar a minha curiosidade.

Em seu parágrafo mais contundente, Boff afirma:

"Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90 a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido a aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann."

O leitor cético já percebe de imediato que há coisa demais neste caminhão e vale a pena tentar descobrir um pouco mais sobre o assunto.

Uma pesquisa por "ressonância de Schumann" ou "Schumann resonance" no Google, revela centenas de endereços em português e, claro, dezenas de milhares de outros em inglês. A maior parte das páginas que visitei reforçam a idéia de Boff de que as alterações na tal Ressonância é a responsável pelas dissonâncias em nosso mundo. Encontrei explicações sobre tudo, das mudanças climáticas globais aos atentados terroristas. Descobri até que por módicos 249,95 dólares, pode-se comprar um simulador de ressonância de Schumann para toda a casa, ou um para carregar no bolso ($ 169,99). Curiosamente, entre as páginas em português, boa parte delas apenas comentava o artigo de Boff.

Repita a pesquisa no Scirus (www.scirus.com), que é uma ferramenta de busca mais restrita às páginas de instituições científicas, e ainda encontramos duas mil respostas. Mas agora o foco muda. A maior parte das páginas parece discutir questões geofísicas do planeta.

Então, vamos olhar no Web of Science. Para usar esta ferramenta é necessário estar conectado a partir de uma instituição que assine o serviço. O Web of Science retorna somente artigos publicados em revistas científicas indexadas. Agora temos apenas 47 respostas. Destas, apenas duas mencionam alguma correlação entre a ressonância de Schumann e o ser humano, referindo-se a dois artigos do cientista ambiental Neil Cherry em obscuras revistas.

O fato de haver tão poucas referências qualificadas a respeito da suposta influência da ressonância de Schumann sobre os seres humanso, também é uma boa indicação de há algo errado.

Mas afinal, o que são estas tais ressonâncias?

2. Um pouco de física

A radiação solar e outras fontes cósmicas quando atingem nosso planeta, colidem com as moléculas das camadas superiores da atmosfera. Estas moléculas excitadas com a energia da colisão, perdem um ou mais elétrons e adquirem uma carga elétrica total diferente de zero. Esta camada de moléculas ionizadas, com o óbvio nome de ionosfera, tem cerca de 500 km de espessura e fica a cerca de 50 km de altitude.

Entre a superfície onde estamos e a ionosfera há uma diferença de potencial de 50 mil Volts. De forma simplificada, o planeta assemelha-se a um capacitor esférico. Uma das placas é a superfície, essencialmente metálica, da Terra. A outra, a ionosfera. Entre as duas está uma grossa camada isolante (dielétrica) de ar. A radiação eletromagnética permanece presa entre estas duas placas propagando-se ao redor do planeta como ondas. Num regime estacionário, que ocorre quando não se espera variação abruptas de campos eletromagnéticos, estas ondas vibram com uma certa freqüência de ressonância, que é a chamada ressonância de Schumann.

Como a circunferência da Terra é de 40 mil km, as ondas eletromagnéticas, que se propagam a 300 mil km/s, podem dar 7,5 voltas no planeta em apenas um segundo. Isto estabelece o valor básico para a freqüência de ressonância em 7,5 Hz.

As medições mostram que a freqüência fundamental de Schumann tem um valor de 7,8 Hz, bem próximo ao que grosseiramente estimamos acima. Mas a radiação eletromagnética também apresenta outros picos de ressonância em 14, 20, 26, 33, 39 e 45 Hz. Assim o mais adequado seria falar de ressonâncias de Schumann.

A figura abaixo mostra os três primeiros picos de ressonância medidos pelo pessoal do Departamento de Ciências Físicas da Universidade de Oulu, Finlândia.

Ressonância de Schumann

Fora de escala, a figura ilustra as ondas eletromagnéticas estacionárias vibrando entre a superfície do planeta e a ionosfera.

Frequências de Schumann

Os três primeiros picos de ressonância Schumann em 7,8, 14 e 20 Hz. O pico em 17 Hz não é uma ressonância de Schumann, mas sim devido às estradas de ferro suecas!

Mas o gráfico acima, com medidas tomadas em 1993, também mostra que há algo errado com o argumento de Boff: as freqüências de Schumann não mudaram a partir de 1980! O pico fundamental de 7,8 Hz continua lá, e não em 11 ou 13 Hz, como ele afirma no texto.

De fato, ao longo dos anos, as frequências oscilam levemente (menos de 0,3 Hz) em torno da média devido à radiação de microondas do Sol, como mostra esta longa série de medidas feitas no Northern California Earthquake Data Center, entre 1995 e 2003:

Variação da ressonância de Schumann

Variação da freqüência fundamental de Schumann ao longo dos anos.

3. O mundo anda tão complicado

Então, agora a gente já sabe mais ou menos o que são as ressonâncias de Schumann. Sabemos que elas existem e podem ser previstas e medidas. Sabemos que elas variam ao longo dos anos, mas apenas levemente, oscilando em torno da média.

Mas e quanto todo aquele argumento sobre a influência delas sobre o cérebro humano? E será que os ataques de 11/set foram culpa destas forças cósmicas?

Mesmo que as freqüências houvessem se alterado como dito por Boff, elas ainda seriam um improvável sujeito para explicar tão variados fenômenos humanos e naturais. Diante da complexidade do mundo, um dos cuidados que devemos ter é o de olhar muito, muito criticamente para qualquer hipótese que tente abarcar tudo em uma única causa.

Boff parece mais um ansioso por uma explicação fácil para o mundo. Algo que a gente possa pegar e dizer: se isto vai mal é por culpa daquilo. Mas na pressa ele perdeu o senso crítico. Possivelmente ouviu de segunda-mão sobre as ressonâncias, abraçou a nova verdade e a divulgou. Custaria muito pouco que ele antes fizesse alguma pesquisa, confirmasse suas fontes, e não apenas as reproduzisse. A certa altura ele afirma:

Empiricamente fêz-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um "simulador Schumann" recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Não é necessário ser um cientista para ir até o site da Nasa e fazer uma consulta sobre esta afirmação tão surpreendente. Ao constatar que não há uma uma única palavra sobre o assunto, Boff poderia desconfiar que esta informação sobre "simulador Schumann" não era muito confiável.

Curiosamente é até possível que as freqüências de Schumann tenham algum efeito sobre os seres vivos. Afinal, somos produtos de bilhões de anos de evolução, nos quais os ambientes terrestres exerceram forças fundamentais. Mas entre afirmar, em geral, que certo fator pode ter uma influência, e afirmar que ele é o responsável por todas as mazelas humanas, vai uma distância considerável.

Seguindo a lógica de Boff, a bandidagem carioca, antes efeito de décadas de políticas públicas mal-feitas, pode agora ser perdoada como apenas conseqüência das variações cósmicas naturais!

E o que parece mais provável, que as alterações climáticas globais sejam provocadas pelo excesso de emissão de gases estufa, ou por desvios de um sutil campo eletromagnético? E os ataques terroristas, seria mais razoável creditá-los a estas forças elétricas moduladoras do cérebro, do que à profunda instabilidade político-social criada no Oriente Médio desde o fim do regime colonial? As indústrias bélica e de petróleo norte-americanas só têm a agradecer a todos divulgadores da ressonância de Schumann.

(texto de Mario Barbatti)

França anuncia novo imposto para combater aquecimento global

Medida polêmica prevê que residências pagarão R$ 45 por tonelada de dióxido de carbono emitida a partir do ano que vem.

Da BBC


O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou na quinta-feira (10) a criação de um novo imposto sobre a emissão de dióxido de carbono, um dos gases que provocam o efeito estufa.

Com a medida, a França passa a ser a primeira grande economia do mundo a introduzir o imposto. Ele será introduzido gradativamente no ano que vem e vai incidir sobre petróleo, gás e carvão, disse Sarkozy. O governo deverá cobrar 17 euros (o equivalente a cerca de R$ 45) por tonelada de dióxido de carbono emitida.

O imposto se aplicará a residências e a empresas, mas não a indústrias pesadas e do setor energético que estão incluídas no esquema de comércio de emissões da União Europeia.

Sarkozy disse que os recursos arrecadados com o novo imposto deverão beneficiar os contribuintes através da redução de outros impostos e de "cheques verdes", para investimentos em iniciativas ecológicas. Os planos para o novo imposto sobre as emissões de dióxido de carbono já enfrentam forte oposição de políticos de várias tendências.

Segundo o jornal francês Le Monde, o imposto vai cobrir 70% das emissões no país e trazer 4,3 bilhões de euros (o equivalente a cerca de R$ 11,4 bi) para os cofres públicos a cada ano.

Sarkozy insiste que o novo imposto tem o objetivo de persuadir os franceses a mudarem seus hábitos e reduzirem o consumo de energia, disse a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby.

Na prática, o imposto aumentará os custos dos lares franceses com aquecimento e aumentará o preço dos combustíveis. Críticos da iniciativa dizem que ela é apenas um truque para melhorar o mau estado das finanças públicas. Dois terços dos eleitores franceses dizem que se opõem ao novo encargo, pois temem encontrar dificuldade para pagar contas mais altas.

Olá passageiros

Olá meus amigos, estou dispondo meus conhecimentos para que se faça conhecido.